terça-feira, 2 de março de 2010

Amendoim torrado:

Tenho um portador para enviar uma encomenda para o meu filho, mas como  ele está sempre a dizer que não é preciso enviar nada porque lá tem de tudo, lembrei-me de fazer amendoins torrados porque ele gosta muito, e é uma coisa que ele não pode comprar lá porque isso requer um ingrediente que não se vende, o amor de mãe!
Resolvida, lá fui à firma Basílio Simões e comprei os ditos amendoins.
1 kg. de amendoins, açúcar, a receita manda a mesma porção, mas eu ponho menos e uma chávena de água . Tudo para una panela de ferro, a minha velha panela de pressão a ferver e mexendo sempre com a tradicional colher de pau porque eu nestas coisas não sou de modernices, penso sempre que o tradicional resulta melhor. Critica-me se quiseres!
Foi fervendo até secar e nesta altura é que começa o trabalho mais importante, embora pareça fácil, não é...
A forte colher de pau tem que trabalhar bastante até derreter de novo o açúcar. torrar o amendoim e ganhar um ponto seco preso aos amendoins, isto sem queimar nem pegar ao fundo da panela.

É um aperitivo que as nossas avós faziam muito, não sei se ainda se faz...
A minha mãe fazia para comermos em casa, levarmos para as touradas e pelo Carnaval, para a sociedade, para irmos comendo enquanto esperávamos as danças e também para oferecer, porque o meu pai cultivava os amendoins, naquela altura era uma abundância de tudo e não se falava em calorias nem em colesterol.
Depois de seco verte-se num recipiente a arrefecer, desfazem-se os torrões de amendoim e embala-se com muito carinho!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Bolo do dia dos namorados

Não é uma receita, mas uma imagem obtida numa montra de uma pastelaria na baixa de Lisboa, no dia dos namorados, que me pôs a pensar, que talvez o verdadeiro amor passe por se fazer o bolo em casa, como forma de dedicação, amor e carinho.
Enfim, outros tempos, outras pessoas, outros hábitos;   É que compram-se bolos, amor é que não!
Talvez comprar um bolo destes será uma forma de amor pelo pasteleiro que o faz, para prover o sustento da sua família com o salário obtido e por sua vez demonstrar carinho e amor pela sua mulher e filhos.
Enfim, o que interessa, é ter alguém em quem possamos pensar, mimar e dedicar atenção para que esse alguém fique feliz!
Espero que hoje tenhas possibilidades de partilhar uma fatia de bolo, caseiro ou de compra, com esse alguém...
Feliz dia dos namorados!!!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval de 2010- Filhós de abóbora

Pelo Carnaval é que se fazem os fritos, nos Açores, ao contrário do que acontece no continente Português que tradicionalmente os faz pelo Natal..
São as filhós fritas, as  feitas no forno a que chamamos fofas e os coscorões, cujos exemplos insiro através de  fotos tiradas na montra de uma pastelaria muito afamada de Angra do Heroísmo, "O FORNO"

Costumo fazer destas filhós com receitas da minha falecida mãe, mas agora quero dar-te conta de umas filhós que fiz ontem e que embora não seja uma receita tradicional são muito saborosas e fáceis de fazer.
Já se sabe que não se pode abusar dos fritos, mas como dizia o meu pai " Dias não são dias" e também é salutar celebrar as épocas festivas através do paladar, sempre com um certo controlo, claro...
Primeiro quero mostrar-te um miminho que recebi de uma amiga, uma cestinha com ovos fresquinhos, de galinhas caseiras, criadas nas suas terras, à vontade -Ovos ecológocos-, como dizia ela, para eu fazer as minhas filhós.

Um presente que me fez relembrar a história do capuchinho encarnado e da sua cestinha com bolos para a avózinha.
Digam lá se não tenho razão na associação que fiz ao conto tradicional que permanece no imaginário de nós todos!
Mas agora vamos à receita das filhós de abóbora porque o tempo urge e podes querer preparar os ingredientes para as fazeres para o almoço do Domingo Gordo.
Coze-se abóbora em água e sal , escorre-se a água, tiram-se as peles e esmaga-se.
Uma medida de abóbora , ainda quente ,`a qual se junta um pacote de fermento " FERMIPAN" , 4 ovos, 2 colheres das de sopa de açúcar,  raspa de um limão e uma medida de farinha, se necessário um pouco mais, vai-se vendo , à medida que se envolve. Bate-se bem .
Cobre-se e deixa-se crescer até duplicar o volume da massa, isto é, levedar.
Agora está na hora de aqueceres muito bem o óleo e de ires fritando às colheradas  esta massa e depois vai-se colocando em papel absorvente.

Mudam-se de novo para outro papel absorvente e polvilham-se com açúcar e canela.
Nota : Estas porções dá mais do que o que mostro mas  enquanto as fritava aparece o homem que trabalha cá na quinta., cansado de trabalhar e com alguma "larica":
- Ó patroa, o que está a fazer que cheira tão bem?
Até tenho que lhe agrdecer, poi ajudou-nos a comer uma coisa que é saborosa mas com a qual tem que se ter cuidado. Contudo ele trabalha tanto que o que come se "evapora" rápidamente.
Bom Carnaval
Bom Carnaval !!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Goiabada


A goiaba é o fruto da goiabeira e possui grande valor nutritivo pois tem vitamina A, B1, C, cálcio. fósforo e fibras solúveis.
Há uma grande quantidade de espécies destes frutos que podem ser consumidos ao natural ou em saladas e na preparação de doces, geleias, sucos e outros.
Abaixo dou-te conta da goiabada que fiz com os primeiros frutos da nossa goiabeira mas nós gostamos muito destes frutos ao natural ou em saladas.

O tempo estava bom e resolvi ir até ao pomar, ver se havia laranjas e então deparo-me com a goiabeira que embora nova, o ano passado só havia dado dois ou três frutos, este ano já tinha bastantes, alguns um pouco estragados pelas intempéries que se têm feito sentir, logo recolho os mais maduros e decido fazer goiabada.
Em casa lavo os fruto, retiro-lhes as partes negras e estragadas, parto-os aos bocados e levo-os ao lume cobertos de água até ferver. Depois passo-os pelo passe vite, com o passador fino, para retirar as pevides e levo de novo ao lume, ao ferver adiciono o açúcar, + ou - 750g. por kg. de fruto, eu ponho sempre menos, sou um pouco aldrabona nesta coisa de cozinhar, e deixo ferver em lume fraco envolvendo de vez em quando para não pegar. Quando vejo uma estrada no fundo da panela que deve ser de ferro, apago e está pronto como podes ver.
Agora vou estar de olho na goiabeira à espreita dos outros frutos, quando amarelecerem repetirei esta experiência!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Uma sugestão:

Os olhos também comem...
Quando consumido em excesso pode prejudicar o esmalte dos dentes.

Figos de Natal

Em Outubro passado mostrei-te como aproveitei os últimos figos para os usar pelo Natal.
O tempo passou, chegou o Natal e vá de os usar porque como já te contei tenho alguns hábitos culinários que repito nesta época, ponho sempre na mesa estes figos que muito nos agradam e que estou certa também agradarão à tua família e amigos.Vê como ficaram.
Pensas que vale a pena experimentar no  próximo ano?

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Preparando o serão da passagem do ano:


Levantei-me cedo e preparei a massa tenra para fazer uma tarte de limão. Enquanto a massa esperava um pouco ( descansava, como costumo dizer ), fui preparar o recheio da mesma. Começo por espremer os 3 limões mas, para mal dos meus pecados, não sei como, dei com a mão no recipiente que continha o sumo de limão e entorno quase tudo. E agora? Olho para a fruteira e não há mais limões, só laranjas. Lá terá de ser... Espremo duas laranjas e junto o sumo obtido ao sumo de limão sobejante. Já náo vou fazer tarte de limão, mas  tarte de limão alaranjado...Quanto ao resto procedo conforme a receita que incluí nesta página em Julho de 2008 . Veremos o resultado !
E agora que fazer do resto da massa, visto que não a fiz com medidas, sobrou alguma. E que tal outra tarte com outro sabor? 
Lembro-me vagamente de ter feito, há tempos, uma tarte de côco, não sei a receita exactamente mas, lá vai à sorte...
Meio l. de leite com uma colher de farinha maizena e casca de limão, vai ao lume a engrossar, junto uma lata de leite  condensado, 4 gemas e côco, misturo bem e  depois da forma forrada com a massa, verto sobre a mesma o creme obtido e levo ao forno a assar. Ficou bom!!!
Enquanto isto fui cozendo bacalhau que arrefeceu parar fazer o recheio de umas empadinhas que decidi fazer.
Mas primeiro a massa.
500g. de farinha,
200g. de manteiga,
1 colher das de sopa de banha,
2 ovos,
100g. de açúcar (4/5 colheres das de sopa) 
Fermento Royal, 1 colher das de sopa,
 Derrete-se a manteiga com a banha, mistura-se a farinha com os ovos, o açúcar, a manteiga e banha e o fermento .Trabalha-se a massa até ficar com a consistência própria. Reserva-se enquanto se prepara o recheio
1 cebola  picada miudinho com 3 dentes de alho também picadinhos, um pouco de azeite e 1 colher de manteiga, deixa-se alourar, juntam-se os temperos a gosto, sal e massa de tomate assim como o bacalhau desfiado envolve-se e deixa-se refogar um pouco, junta- se  então 1 colher das de sopa de farinha e envolve-se e o leite necessário para ficar um creme grosso e 2 ou 3 gemas desfeitas num pouco de leite frio, Deixa-se engrossar, rectificam-se os temperos e está na altura de fazer as empadas com o respectivo recheio.
Deve-se bater 1 gema com um pouco de leite e pincelá-las com esta mistura antes de irem ao forno.
O pior  mesmo disto tudo  não é comer, isso faz-se bem! O pior para mim, já te tinha dito anteriormente é lavar  e limpar as danadinhas das forminhas, é uma grande seca! (desculpa a expressão!)