segunda-feira, 13 de julho de 2009

Tarte de maçã

Ontem fiz uma tarte que já não fazia há muito tempo cuja receita me foi passada, no Carnaval de 2003, pela minha querida amiga Cecília que é muito boa cozinheira para além de outros, inúmeros, predicados que tem!


Apresso-me a registá-la, para não me esquecer dos ingredientes e para que também a faças pois é fácil e resulta muito bem:
5 ou 6 maçãs, conforme o tamanho da assadeira, cortadas aos cubos.
Canela para polvilhar.
1,5 chávenas de açúcar.
2 chávenas de farinha.
1 colher das de sobremesa de fermento .
125 gs. de manteiga derretida.
4 ovos.
Unta-se um pirex com manteiga e polvilha-se de farinha.
Colocam-se as maçãs distribuídas uniformemente, no recipiente.
Polvilham-se abundantemente com canela.
Mistura-se bem a farinha com o açúcar e o fermento e cobrem-se as maçãs com esta mistura.
Por cima espalha-se a manteiga a cobrir a farinha .
Por fim cobre-se com os ovos bem batidos.
Vai ao forno a assar cerca de meia hora ou um pouco mais até cozer e ficar com a cor desejada.
É óptimo!!!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Alcatra

A festa do Espírito Santo no lugar onde vivo está à porta , é já no próximo dia 14, por isso resolvi fazer duas alcatras para congelar, quando chegar à altura é só descongelar e aquecer no forno ou na chama do fogão, quando ela borbulhar um agradabilíssimo cheirinho pairará no ar e toda a gente adivinhará qual a ementa . Fiz também uma para a minha cunhada, os meus alguidares são de 3 kg. e o dela é de 4kg.
Nestes dias de festa faço sempre comida tradicional, como a minha mãe fazia: sopa, cozido, alcatra acompanhada com massa sovada e arroz doce.,
Tudo isto regado com vinho de cheiro da casa. Normalmente sirvo uma angelica caseira como aperitivo.
Gosto muito deste dia e uso as toalhas, louças, copos , jarros e talheres que eram da casa dos meus pais




Este é o prato característico por excelência da ilha Terceira que nos faz voltar ao tempo da passagem das naus portuguesas nos Açores, vindas da Índia e das Américas, no tempo dos descobrimentos, pois utiliza muitas especiarias tornando-o num prato delicioso e muito aromático.
É um prato cozinhado em alguidares de barro, que lhe transmitem aquele sabor característico e as melhores são cozinhadas no forno a lenha, como faziam as nossas avós e mães, pois não havia casa que se prezasse sem forno para cozer o pão, assar batatas doces, mogangos, alcatras da carne, de feijão, de peixe etc.
Neste momento estou a sentir o sabor do bolo -de- pé- de- torresmo que era feito com massa de pão e com o apuro dos torresmos que eram guardados em boiões de louça grosseira. Uma delícia, só provando, mas infelizmente o tempo não volta para trás, só na canção...
Mas vamos lá à dita alcatra:
À volta da ilha as receitas variam em alguns procedimentos, variando também em algumas especiarias, mas o básico mantem-se, não havendo casa que não tenha o seu alguidar de alcatra!
Quanto a mim faço como a minha mãe fazia e não me tenho dado mal...


Cá estão os alguidares à espera de serem utilizados e a carne a marinar em vinho de cheiro e sal, Costumo por uma mão cheia de sal para cada alcatra e gosto de deixar a carne algumas horas neste preparo para ir embebendo o vinho e tomar o sabor do sal.
Há quem ponha uma parte de água mas eu não ponho porque gosto de pôr um pouco de água quando a aqueço.
Estas carnes têm um recipiente mais escuro porque a carne já está há mais tempo no vinho!
Gosto de limpar bem a carne para não ficar gorduroso e uso normalmente carne de alcatra, acém comprido, rabadilha, cachaço, chambão com osso... Aqui na Terceira se for ao talho diz que quer carne para uma alcatra e o talhante serve tudo à maneira.

Agora a preparação dos ingredientes: alho picado, cebola picada, Bacon aos cubos, pimenta da Jamaica em grão e louro.

Unto o alguidar com manteiga e no fundo coloco a pele do Bacon, louro, uns grãos de pimenta,






Depois uma camada de cebola, alho , Bacon, uns grãos de pimenta sobre o que se põe uma camada de carne , volto a pôr cebola alho Bacon e pimenta e cubro com a restante carne, no fim coloco sobre a carne o vinho com o sal, onde esteve a carne tentando que este se introduza pelos orifícios até ao interior, agora uso o resto da cebola do alho, Bacon, pimenta, louro e uns cubinhos de manteiga.





Cubro com papel metalizado e faço uns buracos com um garfo para a carne cozer melhor.



Cá estão elas todas Perfilhadas à espera de entrarem no forno:



No frasco está o resto do vinho que porei nas alcatras a meio da cozedura se entender que estão a secar muitoNo quentinho do forno de lenha da minha vizinha e amiga senhora Fátima Silveira Silva que coze um pão de milho e massa sovada como não há igual.


Depois de algumas horas o aspecto é este.

Quanto ao cheiro e sabor, é melhor não falar, só provando!




domingo, 31 de maio de 2009

Fofinhos de salsichas e queijo ralado:





Hoje fiz uns bolinhos muito bons para o lanche, são uma espécie de empadinhas mas mais fáceis!
Foi uma receita nova, tirada de uma Tele-Culinária antiga mas que vale a pena experimentar...
1 lata de salsichas de 10 unidades, 300g. de farinha, 100g. de queijo ralado, picante, 3 ovos, 2 dl. de leite, 2 colheres das de sopa de manteiga, bem cheias, uma colher das de sopa , bem cheia de fermento, sal e manteiga e farinha para polvilhar as formas.
Começa-se por untar e polvilhar 24 forminhas e ligar o forno para ir aquecendo, cortam-se as salsichas no sentido longitudinal e depois na horizontal.
Numa tigela junta-se a manteiga e os ovos, bate-se e vai-se juntando a farinha e o leite assim como o queijo, batendo bem sem parar, reservam-se algumas salsichas para deitar por cima e misturam-se as restantes à massa, tempera-se com sal fino e junta-se o fermento, misturando com cuidado!
Reparte-se a massa que não deve estar dura, pelas formas e deitam-se por cima os restantes bocadinhos de salsicha,
Vai ao forno cerca de 35 mn. Vê-se se está cozido introduzindo um palito, retira-se e serve-se decorado a gosto, com um chá, um café ou até com uma boa angelica.
O meu marido diz que é muito bom com uma sopa (puré ou caldo verde)!





sexta-feira, 22 de maio de 2009

Tarte de amêndoas com ovos moles

Massa: 250grms. de farinha, 100grms. de manteiga, 1 ovo. 1pitada se sal, água q.b.
Recheio:500grms. de açúcar, 125 grms. de amêndoa picada, 1 colher das de sopa de manteiga, 1 colher das de sopa de farinha, 5 colheres das de sopa de leite,5 gemas e 1 clara.
Prepara-se a massa e deixa-se repousar.
Leva-se o açúcar ao lume quase coberto de água a fazer ponto de fio, mistura-se a farinha com o leite.
Ao açúcar em ponto junta-se a manteiga e a amêndoa, mexe-se e tira-se do lume, junta-se a farinha mexendo bem para diluir no açúcar,
Batem-se as gemas com a clara e mistura-se mexendo sempre muito bem, vai de novo ao lume para cozer as gemas e engrossar.
Nota: Eu costumo juntar os ovos à farinha e ao leite e adiciono tudo junto à calda de açúcar indo ao lume a engrossar como disse anteriormente, também fica muito bom!
Estende-se a massa e forra-se a forma, recheia-se com o preparado e vai ao forno a cozer a massa e a alourar como vê na foto acima inserida.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

História das favas viajantes!














Da terra à mesa
No dia 25 de Abril, eu e o meu marido, resolvemos ir à nossa casa de férias, num lugar chamado Salga de que falarei no outro blogue, apanhar favas e ver como estavam as coisas por lá.
Eu fui apanhando as favase o meu marido foi fazendo algumas limpezas à volta de casa



Depois das favas apanhadas e de algum cansaço, regressámos à base que é como quem diz a casa.
Foi então altura de realizar o moroso trabalho de as descascar após o que as reparti por vários sacos uns para meter na arca congeladora e os outros para fazerem longa viajem...
Lá vão elas de avião até à capital...
Chegando a casa foi altura de proceder à operação principal, cozinhar:
Favas guisadas:
Um pouco de gordura a gosto para a panela, banha, azeite ou óleo, um ramo de salsa e louro , vão-se envolvendo as favas e misturando cebola e alho picados até as favas ficarem macias e a pele de algumas começar a abrir, junta-se então linguiça picada Bacon ou toucinho fumado ou uma mistura, a gosto ou conforme houver em casa. Deixa-se ferver envolvendo sempre, junta-se massa de tomate e um pouco de ketchup, mistura-se, água para dentro só a cobrir as favas e ferve um bocado. Tempera-se a gosto e abrem-se ovos que se deixam escalfar. Está pronto!
E foi assim a história das favas viajantes!
Eis senão quando o meu filho abre a porta, chegando da faculdade.
_Ummmm... cheira bem, a minha mãe já chegou!!!